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(Antonio de Sampaio - 24 Mai 1810 –
06 Jul 1866) |
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De origem
muito humilde, Antônio de Sampaio nasceu em Tamboril, interior
do Ceará, em 24 de maio de 1810.
Em 1830 alistou-se voluntariamente no 22º Batalhão de
Caçadores, com sede em Fortaleza. Nos tumultuados dias da
Regência e nos primeiros anos do II Império, Sampaio
participou das campanhas contra as revoltas internas e os inimigos
externos, destacando-se pela bravura e pela liderança em
combate.
Em 24 de maio de 1866, quando comandava a 3ª Divisão
de Infantaria, foi atingido três vezes pelo fogo inimigo durante
a Batalha de Tuiuti, a maior batalha campal já travada na
América do Sul. Em consequência dos ferimentos, faleceu
a bordo do navio-hospital que o transportava para Buenos Aires.
Em reconhecimento ao seu invulgar valor, o Exército Brasileiro
o escolheu como Patrono da Arma de Infantaria verdadeiro símbolo
das virtudes do combatente da Rainha das Armas.
Desde 24 de maio de 1996 seus restos mortais repousan no mausoléu
construído no interior do Quartel-General da 10ª Região
Militar e ainda o Museu Sampaio
que é aberto aos visitantes da Fortaleza de Nossa Senhora
de Assunção. |
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(Antonio Tibúrcio Ferreira de Souza
– 11 Ago 1837 - 28 Mar 1885) |
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Nasceu em 11 de agosto de 1837, em Viçosa
do Ceará.
- Aos 14 anos, sentou praça, como voluntário, no “Meio
Batalhão de Infantaria”, com sede na Fortaleza de Nossa
Senhora da Assunção.
- Em 1851 foi admitido na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio
de Janeiro.
- Com eclosão da Guerra da Tríplice Aliança,
partiu para a frente como 1º tenente de Artilharia. Combateu
também, durante alguns meses, na Engenharia e depois transferiu-se
para a Infantaria. No comando do 16º Batalhão de Infantaria
e, mais tarde, do Batalhão de Voluntários da Pátria
Cearenses, consolidou a fama de um dos mais valorosos e bravos líderes
em combate, tendo conquistado a promoção a major por
bravura diante do inimigo.
- No pós-guerra exerceu várias comissões de destaque,
como o de Inspetor das Fortificações do Amazonas e o
comando da Escola de Infantaria e Cavalaria, em Porto Alegre.
- Foi promovido a brigadeiro (atual general-de-brigada) com 43 anos.
- Intransigente defensor do abolicionismo, tentou, sem sucesso, eleger-se
senador pelo Ceará.
- Faleceu em Fortaleza, em 28 de março de 1885. |
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(Humberto de Alencar Castelo
Branco - 20 Set 1900 - 18 Jul 1964) |
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Político brasileiro,
militar, Presidente da República eleito, na Revolução
de março de 1964. Nasceu no Ceará, no dia 20 de Setembro
de 1900; morreu em 18 de Julho de 1967, quando o avião do
Exército em que viajava, chocou-se no ar com um Jato da FAB.
Era parente de José de Alencar o consagrado escritor brasileiro.
Iniciou seus estudos militares em Porto Alegre, mais tarde transferiu-se
para a Escola Militar de Realengo; escolhendo a arma de infantaria.
Era filho do General Cândido Borges Castelo Branco e de D.
Antonieta Alencar Castelo Branco. Consagrou-se como um dos mais
distintos membros da Sociedade Acadêmica da Escola Militar.
Iniciou sua carreira no 12º Regimento de Infantaria em Belo
Horizonte, após ser declarado Aspirante a Oficial em 1921.
Em 1923 alcançou o posto de primeiro Tenente, onde seu alto
conceito o levou à Escola Militar como Instrutor de Infantaria
em 1927. Promovido a Capitão em 1938, por merecimento; Tenente
Coronel em 1943 por merecimento, ao chegar ao posto de General foi
Comandante da 10ª Região
Militar e finalmente Marechal da Reserva quando tomou posse
da Presidência da República em 1964. Ocupou cargos
diversos; cursou a Escola Superior de Guerra na França, e
Escola Fort Leavenworth, nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra
Mundial, foi Chefe de Seção de Operações
da Força Expedicionária Brasileira, seguindo com ela
para a Itália. De volta ao Brasil foi designado Diretor do
Ensino da Escola do Estado Maior. Escreveu inúmeras obras,
entre as quais: “Alto Comando da Tríplice”, “Aliança
na Guerra do Paraguai”, “Tendências do Emprego
das Forças Terrestres na Guerra Futura”, “Doutrina
Militar Brasileira” “A Guerra”, “A Estratégia
Militar” e o “Poder Nacional”. Seu nome completo
é Humberto de Alencar Castelo Branco.
Fonte E-biografias.net |
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Considerado o fundador do Estado do Ceará,
Martim Soares Moreno nasceu em Santiago do Cacem, em Portugal, no
ano de 1585.
Chegou ao Brasil em 1603 e ao Ceará, pela primeira vez, em
1605, como ajudante do açoriano Pero Coelho de Souza.
Em 20 de janeiro de 1612, retornou ao Ceará e tomou posse oficial
da região, no local denominado Rio Siará, hoje, Barra
do Ceará. Ali construiu um fortim, ao qual denominou de Forte
SãoSebastião.
Integrado aos índios, tornou-se ele próprio um nativo,
pintando-se com as cores do jenipapo e irmanando-se aos silvícolas
em suas lides guerreiras.
A partir de 1613, Martim Soares Moreno participou ativamente do combate
aos invasores franceses no Maranhão.
De retorno a Portugal, em 1619 foi nomeado o primeiro Capitão-Mor
do Ceará. Aqui permaneceu até 1631, quando partiu para
Pernambuco, onde se destacou nas lutas contra os holandeses, alcançando
o título de Mestre-de-Campo. Em 1993, o Exército Brasileiro
homenageou-o, emprestando à 10ª Região Militar
a denominação histórica de Região
Martim Soares Moreno |
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(Barbara de Alencar - 2 Fev 1760 - 28 Ago
1823) |
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A primeira mulher heroína do Brasil
foi Dona Bárbara de Alencar, nascida a 2 de fevereiro de 1760,
em Cabrobó-PE. A heroína cratense da Revolução
de 1817 era filha de Joaquim Pereira de Alencar e de Teodósia
Rodrigues da Conceição.
Casou-se com o negociante português José Gonçalves
dos Santos. A 17 de setembro de 1789 deu a luz a Tristão Gonçalves
Pereira de Alencar, que na Confederação do Equador mudou
seu nome para Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.
A 16 de outubro de 1794, deu a luz a José Martiniano de Alencar,
falecido em 15 de março de 1860, como senador, o qual a 29
de abril de 1817, chegou ao Crato-CE, encarregado pelo Governador
Revolucionário de Pernambuco, de libertar o Ceará contra
a dominação portuguesa. No dia 3 de maio, de batina
e roquete, o Diácono José Martiniano de Alencar, subiu
ao púlpito na Matriz do Crato e proclamou nossa Independência
e República. Em consequência, Dona Bárbara de
Alencar fugiu do Crato para Paraíba, mas foi presa no Rio do
Peixe, pelos seguidores do Governador Sampaio. Qualificada entre os
presos “INFAMES CABEÇAS”, foi enviada para Icó-CE,
depois para Fortaleza, onde, posteriormente, juntamente com outros
presos, foi para Recife-PE, de lá, finalmente foram recolhidos
às prisões da Bahia, onde foram cruelmente tratados.
Dona Bárbara foi libertada em 17 de novembro de 1820, vindo
a falecer em sua fazenda, Touro-PI, a 28 de agosto de 1823.
Fantástica odisséia encerra a vida dessa mulher extraordinária,
que sendo mãe, soube ser heroína, sendo mulher, soube
vencer os preconceitos da época.
Sua vida foi marcada pelo exemplo de fé e de patriotismo em
todas as gerações. Sua descência projetou-lhe,
pela ilustração dos filhos e netos, a grandiosidade.
BÁRBARA DE ALENCAR projetou seu vulto, sua vida e sua obra,
para muito além dos estreitos limites do Crato e do Ceará.
Foi figura do Nordeste de relevância nacional. |
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